Há mais de 40 anos, tratando curiós com paixão, compromisso e excelência

Atualmente, nós tratamos cada filhote de curió no bico, prezando sempre por uma raça ainda melhor. Com todo o empenho e dedicação, estamos desenvolvendo muito mais a genética e a preservação de curiós no Brasil. Daqui para frente, meu objetivo é colocar vários pardos da minha criação nas estacas do país inteiro.

A paixão por curiós

 

A minha história começou desde pequeno. Eu sempre fui apaixonado por pássaros. O meu pai, Luiz da Conceição, tinha o Pintassilgo, Azulão, Pássaro-preto, Sabiá e muitos outros. Certo dia, eu comecei a me interessar por eles. Aos 13 anos, eu já comecei a ter os meus próprios, alguns eram iguais aos do meu pai, outros de uma espécie diferente, como o Canário-da-terra. Foi então que a minha paixão surgiu e eu comecei a minha criação. Adquiri um casal e iniciei com o Canário-do-reino. Com 16 anos, eu já tinha as minhas 50 gaiolas, as quais eu tratava e cuidava de cada uma todos os dias pela manhã antes da escola – era a minha rotina.


Nessa mesma época, eu conheci um amigo. O Tino entendia bastante de passarinhos, principalmente de curiós. Durante as visitas à sua casa, ele me presenteou com um deles: “não é o curió dos sonhos, mas pode dar o seu início”, disse. E foi assim que aconteceu. Esse pássaro tinha um canto apaixonante. Foi paixão à primeira vista e, a partir desse dia, eu comecei a criar.


No início, era complicado conciliar a criação com o trabalho. Afinal, eu viajava muito – mas sempre dava um jeito de não deixar essa minha paixão de lado. Com o passar dos anos, eu tinha um curió melhor que o outro. Porém, estar longe dificultava. Até que houve um momento em que eu decidi não viajar mais tanto quanto antes. A partir de 2006, escolhi me dedicar na criação e, também, na minha família, minha esposa e minhas duas filhas. O apoio que elas me deram foi fundamental para eu começar o trabalho com os curiós.

 

O primeiro grande curió


O meu primeiro grande resultado surgiu de uma história interessante. Eu adquiri um pássaro, o Penta, de uma criação da mais altíssima qualidade, do Mário Turquete. Um amigo me trouxe e eu fiquei tão impressionado com o canto, que fui conhecer o responsável e o seu criatório. Turqueti me deu dicas valiosas e disse que ia separar uma fêmea para mim. Contudo, infelizmente, depois de alguns anos, ele faleceu. Mas, antes, honrou a sua palavra e deixou avisado que uma de suas fêmeas era para o meu criatório.

 

A sua criação ficou para dois amigos, que entraram em contato comigo e marcaram um encontro logo depois. Quando cheguei lá, acabei sendo presenteado com a fêmea do Turqueti, mas também por cinco outras que estavam em um gaiolão. Essas fêmeas foram essenciais na minha criação, incorporando raça e excelência em cada filhote.

 

Nesse momento, as minhas parcerias foram com criadores excepcionais, como o Valdomiro Caruzi e o Mingo Juliato, outros grandes nomes.

 

Curiós selecionados

Outro acontecimento que rendeu uma boa história foi quando eu perguntei se o Mingo tinha um galador. Fui até o seu criatório, onde havia umas 12 gaiolas, e ele pediu para que eu escolhesse qualquer uma. Então, pedi dois galadores para levar, falei que escolheria um e depois devolveria o outro. Também acabei levando mais dois passarinhos de canto.

 

Nesse meio tempo, eu tinha um galador chamado Diplomata, que era filho da Cobra d'Água, que surpreendia a todos com uma melodia fenomenal. Chegando em casa, separei os dois Pintados e deixei um em cada lugar. Porém, um dos passarinhos não conseguia acompanhar o canto, ao mesmo tempo que o outro começou a cantar junto com o meu Diplomata – modéstia parte, ele estava cantando até melhor. Achei sensacional e levei o passarinho até um amigo pra ele dar uma olhada, que logo contou a novidade para o Mingo.


Já era tempo e o Mingo me ligou, apaixonado pelo curió. Troquei com ele por um irmão de ninho mais novo desse pássaro, além de outro filhote. E ainda me levou no carro uma gaiola com um preto, filho da Sacha e do Gladiador. Uma troca que rendeu ótimos resultados, pois, quando eu trouxe o filho do Gladiador para casa, percebi que ele cantava tão diferente que a fêmea não abaixava para ele, por não conhecer o dialeto.

 

O passarinho repetia muito o canto, consegui tirar alguns filhotes dele com a Sonata. Nasceram 4 machos, mas só 3 sobreviveram e, ainda sim, foram um sucesso. Um era o Raça-pura, outro foi o Bico-branco e, o último, eu não coloquei nome, pois seu caminho foi direto para o Rio de Janeiro. Após poucos anos, o Raça-pura se mostrou como um importantíssimo pilar da minha criação. Depois disso, através de certos cruzamentos, identifiquei as melhores linhagens e comecei um trabalho brilhante com alguns pássaros, os quais fui incorporando no meu plantão: Aliado, Cherokee, Guga, Euros, Majestade e muitos outros.



Já em 2020, eu fui conhecer pessoalmente o Valdir França, que é um exímio conhecedor de passarinhos e da genética de curiós. Hoje, ele me oferece uma daquelas parcerias que vale a pena. Valdir ressignificou várias deles que eu tinha, mas não dava valor. Por exemplo, em relação a dois curiós, chamados Cherokee e Guga, que eu ia passar para frente, mas ele não deixou. Acreditei em seu conhecimento e fiquei surpreso! Esse curió tem hoje 95% de aproveitamento, seja qual foi a fêmea que eu colocar. A parceria com ele foi benéfica para os dois lados, pois nós trocávamos passarinhos.

 

Nós trouxemos alguns galadores juntos, como o Popo, o Majestade, Euros e o Vira-lata, que são quatro aquisições que fizemos em conjunto e que hoje estão recheando o nosso plantão.

 

Hoje em dia

Esse é mais um capítulo na minha história, que eu tenho o prazer de contar junto aos meus amigos. Meu sonho hoje é desenvolver uma criação com uma genética cada vez melhor, através de um trabalho impecável, com muito amor e dedicação.

 

Obrigado,

Luiz Marcelo

Abrir conversa no WhatsApp com Criat%C3%B3rio+Curi%C3%B3s+House

www.criatoriocurioshouse.com.br - 2026 - Desenvolvimento: Fênix Sites